Eu não sou a Lara Jean

Já escrevi muitas cartas que nunca foram entregues. Sempre com remetente, mas nunca um destinatário. Nem todas elas foram sobre amor, algumas falavam sobre dores cotidianas e ausências insubstituíveis. Ou sobre como eu sentia a necessidade de fazer com que esses sentimentos entalados fluíssem. Escrevia para os meus fantasmas internos, criados por situações que meContinuar lendo “Eu não sou a Lara Jean”

Poesia salva vidas

Eu era menina quando encontrei nas palavras a magia da vida, quando percebi que, mesmo que estivesse sozinha, elas seriam a minha companhia. Nos meus versos encantados, construí minha fortaleza. Me moldei com letras, me reguei de poesia. Finquei raízes e floresci esperança. Das minhas feridas, exalam arte. Das cicatrizes, beleza. A escrita me salvouContinuar lendo “Poesia salva vidas”

Tudo, menos santa

Nunca fiz questão de parecer santa. Se me pintaram assim, me desculpe, houve um equívoco. Sou completamente desajuizada, extremamente impulsiva, constantemente avoada e algumas vezes, até malvista. Falo demais, penso demais, sofro demais, amo demais. Sou o exagero, uma gula de sentimentos que não consigo consumir e digerir. Sou a luxúria desgovernada com seu saltoContinuar lendo “Tudo, menos santa”

Arte não é hobby

Arte é vida, é essência, é inspiração, é expressão. É sentimento, é resistência, é paixão. Eu poderia passar o dia inteiro falando sobre o quanto ela me completa e sobre como eu me conforto nos braços aconchegantes dessa mãe tão calorosa, que me abraçou nos momentos de penumbra e me fez sobreviver ao caos constanteContinuar lendo “Arte não é hobby”

Pecado é não se amar

A individualidade muitas vezes é tratada como um defeito, um pecado, uma heresia. Mas, desde já, peço perdão pela inquietude que sinto em minh’alma ao discordar dessas afirmações. Somos ensinadas a sempre pensar no outro. Se preocupar com o outro. Cuidar do outro. Amar o outro. Escutar o outro. A sociedade nos faz acreditar queContinuar lendo “Pecado é não se amar”

Incompleta Completude

Eu cresci com um complexo de inferioridade que me corroía de diversas formas; me achava desinteressante, apagada, sem brilho. Como se, no meio de vários vagalumes, eu fosse uma… vespa? Durante a adolescência, essa síndrome de impostora se agravou e se apossou, não somente dos meus pensamentos, mas também dos meus sentidos. Me sentia mal,Continuar lendo “Incompleta Completude”

Me querem Eva, serei Lilith

Eu deveria estar no quinto ou sexto período da graduação quando a professora de teoria literária trouxe a figura de Lilith para o meu imaginário, e desde então, ela tem sido uma figura presente e constante.  Eu ouvia várias histórias sobre essa professora. Cada uma mais horripilante que a outra. Puxei a disciplina com medo.Continuar lendo “Me querem Eva, serei Lilith”

Sacrifício

Eu me sacrifiquei demais. Me sacrifiquei por familiares, por amigos, por conhecidos e até mesmo por alguns desconhecidos. Sempre carregando pesos que não eram meus, me ferindo com dores que não eram minhas. Deixando meus próprios interesses de lado para atender às súplicas e demandas de terceiros. Deixando que sugassem minha energia e o meuContinuar lendo “Sacrifício”