Me deixe chover

Me sinto como uma nuvem pesada, querendo aliviar o fardo de silenciar as verdades interiores, de se colocar sempre em segundo lugar, querendo deixar a água cair sem se importar com quem irá se molhar e simplesmente… descarregar.

Existem momentos que não serão fáceis. Alguns dias serão piores que os outros. Nem sempre o sol apontará no céu trazendo a alegria de dias aquecidos. É preciso atravessar o inverno, mesmo que sozinha.

Por mais difícil que pareça, por mais doloroso que seja, aprender a passar pelas tempestades não é somente necessário, é uma questão de sobrevivência.

O barco pode balançar, o vento pode soprar, um raio pode me atingir e eu ainda estarei de pé, mesmo ressentida, mesmo dolorida: uma ventania não pode conter um vendaval.

A primavera não chega do nada. É um processo, uma jornada. É preciso cuidar das flores para que elas venham a florescer. É preciso regar para ter o que colher.

Então, não me repreenda pelos rios de água que saem do meu olhar. Me deixe chover, me deixe lavar a alma com as lágrimas que quiserem jorrar. Chovendo, eu rego minhas raízes e floresço minhas pétalas.

3 comentários

  1. C. Menezes disse:

    Tenho chovido bastante nos últimos dias… também estou regando minhas raízes. Realmente é necessário passar pelo inverno, mesmo que só. Que possamos seguir firmes na nossa jornada. Me identifiquei muito com o texto.

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  2. Acho-a bela esteticamente, e profunda em termos da ideia subjacente.
    (Espero no haber escrito ninguna tontería, he usado el traductor de Google).

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