Cemitério de esperanças enterradas

Eu sempre fui muito questionadora, se não o fosse, não escreveria. Fico pensando, pensando, pensando exaustivamente e meu cérebro não para de trabalhar nem por um segundo. Às vezes eu só queria um descanso. Às vezes eu só queria desligar. Parar de pensar, parar de ouvir, parar de falar. Mas, principalmente, parar de perguntar. MinhasContinuar lendo “Cemitério de esperanças enterradas”

A prensa francesa

Eu queria muitas coisas. Nesse exato momento queria uma prensa francesa pra fazer cappuccino em casa. Tava até olhando preço na internet, mas logo um pensamento me surge: eu realmente preciso de uma prensa francesa? Ou ela é mais um fruto das minhas necessidades intensas e momentâneas? Eu fico martelando essa pergunta na minha cabeça.Continuar lendo “A prensa francesa”

Não sou obrigada a forçar otimismo

Não sou obrigada a fingir que acredito que o amanhã será melhor e que a esperança ainda corre pelas minhas veias. Eu tô mais seca do que o deserto do Atacama e cansada como se tivesse vivido séculos e mais séculos junto da humanidade. Otimismo não é uma palavra que se encaixa no meu momento. Continuar lendo “Não sou obrigada a forçar otimismo”

Ninguém está bem

Ninguém está bem. Essa é a verdade em sua essência – pura e sem confetes, amarga como fel, desse queimando a garganta. Estamos literalmente por um triz. Nossa sanidade já desistiu de se manter intacta, nossa esperança se esvaiu como o vento, se transformou em brisa e foi carregada para outros continentes. Só nos restouContinuar lendo “Ninguém está bem”

Máquina de escrever

Revirando os armários de ponta à cabeça, encontrei uma máquina de escrever. Uma Olivetti Lettera 82, que pertenceu à minha mãe. Passei o resto do dia refletindo sobre um objeto. Parece loucura, mas de alguma forma, essa peça mexeu muito comigo. Entrei em reflexão, passei minutos que mais pareceram uma eternidade olhando para ela, meContinuar lendo “Máquina de escrever”

O barulho da chuva me faz escrever

O som das águas rolando pela minha janela me trazem algum tipo de alívio. Uma sensação de esperança inexplicável, um sentimento de acolhimento na madrugada. Quando eu vejo as gotículas que rolam pelo vidro, de alguma forma, consigo me conectar com a minha essência, acalmar meus pensamentos e me concentrar em quem eu sou nesseContinuar lendo “O barulho da chuva me faz escrever”

Todo homem admira uma mulher dona de si, até ela discordar dele

É uma verdade universalmente conhecida que um homem não gosta de ser contrariado. Parafraseando Jane Austen para fazer uma constatação do óbvio: independente do quão desconstruído ou intelectual ele alega ser, basta uma palavra contrária aos seus desejos que ele se transforma, do vinho para água em fração de segundos. Quando a contestação vem daContinuar lendo “Todo homem admira uma mulher dona de si, até ela discordar dele”